segunda-feira, 5 de março de 2012

Um legado chamado nada

O fecho da fábrica Mimoso, Barbas & Gomes em S.Paio, é um fecho de igual a tantas outras por aí, mas não fosse ela a última "amostra" têxtil do concelho de Gouveia, não lhe daríamos a mínima importância. Há muito que o têxtil deixou de fazer parte do futuro de um concelho cada vez mais diminuto e idoso. Nada resta, a não ser terra e mesmo essa ninguém a quer, deram subsídios para arrancar vinha, olival ou simplesmente deixar de cultivar. Até o queijo apenas tem palco uma vez por ano, todos os outros dias não servem ao patrocínio de uma iguaria que deixou de ser conotada com Gaudela.
Que resta? É a pergunta que tantos outros perguntam, e muitos de vós leitores. Que transformaram Gouveia? Em nada. Os jovens foram obrigados a partir, a descrença era muita, inclusive aqueles que eram conotados com a cor partidária da governação autárquica, partiram, não havia escolha, não havia oportunidades, aqui não há "terra prometida". 
Hoje Gouveia podia ser um nicho de empresas de ensaios e experimentações, a tecnologia e novas energias podiam ter sido o futuro de hà dez anos atrás, talvez Gouveia nunca poderia expirar a ter o Ensino Superior mas poderia ter sido o principio de muitos em inicio de carreira, de jovens cientistas, biólogos, engenheiros...etc. 
Vinte anos de muitas apostas falhadas, um turismo desorganizado e uma industria que entrou em decadência e continuámos incessantemente a salvá-la do inevitável, os empresários não souberam colocar os interesses locais acima dos seus, não se modernizaram, não se auto-instruíram nem apostaram em mão-de-obra qualificada.
Dívida, sobre dívida foi o caminho traçado, a sede de votos de uma população envelhecida, em rotundas, estatuetas e passeios onde já existiam, chamada obra feita. Olhamos para à esquerda e à direita, nada vemos, à latitude e à longitude, ninguém será capaz de acreditar, talvez em D. Sebastião numa manhã de nevoeiro. Os políticos preocupam-se incessantemente por jogos de palavra em jornal local, o tempo pára para eles, não para nós, cada dia que passa mergulha-se cada vez mais no marasmo.O ego do poder é demasiado grande, que é preciso saber-se sentar na cadeira do Poder, é, e muitas vezes sentar-se no lado oposto e tentar perguntar: Que faço eu aqui? A humildade é perspicácia, pede-se paixão e lucidez...coisa que não vejo! Sustentabilidade de governação e cidadania são palavras inexistentes na sociedade política local, roça-se o egocentrismo do alter-ego, pensando que o voto permite tudo e mais alguma coisa. Somos produto daquilo que semeamos, é demais evidente, e já agora que falta luz por aí...que surjam iluminados, é que a população deveria ter sido consultada.

domingo, 4 de março de 2012

Covilhanense João Morgado vence Prémio Literário Vergílio Ferreira

Natural da Covilhã, João Morgado é o vencedor do Prémio Literário Vergílio Ferreira 2012. João Morgado venceu com o seu romance "Diário dos Imperfeitos", cujo prémio pecuniário se cifra em 4 mil euros. O prémio será entregue em Agosto por ocasião dos festejos do Sr. Calvário. O vencedor é professor no Instituto Politécnico de Setúbal, é consultor de imagem e comunicação e já colaborou em alguns jornais nacionais como O Público ou O Sol.

sábado, 3 de março de 2012

Gouveia sem presença na BTL

A imagem acima é uma miragem, pelo terceiro ano consecutivo Gouveia não está presente na Bolsa de Turismo de Lisboa, naquela que é a feira mais importante de turismo do país. Certo será que enquanto este executivo estiver a liderar o município Gouveia não voltará à BTL, por razões de acontecimentos passados na última participação que levou a autarquia a não mais aderir ao evento. Resta saber se esta "birra" valerá a pena, olhando à volta, toda a vizinhança está em peso o certame.

O apagão da discórdia...Gouveia às escuras !

O último que feche a porta...depois de luzes apagadas, trancas às portas! A medida do município está a ter dificuldade de compreensão por parte dos munícipes.Depois de a medida estar a ser adoptada em algumas freguesias do concelho, o apagão chegou agora à cidade de Gouveia. Algumas zonas da cidade entre as 2h30 e as 5h30, Gouveia só mesmo à luz da vela ou da lanterna. A medida visa poupar 100 mil euros, um valor de 0,7% do orçamento da Câmara. Grão,grão enche a galinha o papo, mas existiram já actos de violência na cidade de madrugada. A discórdia tem tido relevância, nomeadamente nas redes sociais... 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Feira do Queijo em Gouveia...tudo menos queijo!

A Feira Regional do Queijo da Serra em Gouveia foi abertura de telejornais, verdadeiro reboliço na comunicação social, Gouveia andou na "boca do mundo" em domingo gordo. Mas começando pelo inicio, o convite de Álvaro Amaro a Pedro Passos Coelho, num puro golpe de marketing, previa no pensamento do autarca uma forma de promover a Feira e chamar a si os louros de um evento, na expectativa que a população aderisse em bloco em seu torno. Na verdade, olhando para o que aconteceu, o presidente por certo se vê arrependido no convite ao primeiro-ministro, é verdade que Gouveia apareceu em todos os telejornais mas não por causa do evento ou do queijo. Quando se olha para trás falou-se em tudo menos de queijo, de pastores, de gastronomia, da beleza da Serra ou simplesmente de Gouveia. Falou-se de vaias, de apupos, de contestação, de desemprego, emigração...etc. Certo será dizer que o queijo não foi rei e os pastores passados para segundo plano, eles que deviam ser as "estrelas" do evento.
Nem tudo foi mau, uma palavra positiva para a ExpoSerra, uma boa organização, um espaço capaz e organizado e uma grande disponibilidade por parte dos seus intervenientes. Não fosse altura de crise e por   certo esta tinha facturado bem mais.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Mundo do Sr. Horácio

A simplicidade e a humildade do Sr. Horácio leva-nos ao seu encanto. Abriu-nos a porta de sua casa em Gouveia e constatámos um enorme espólio feito com enorme dedicação. A sua paixão remonta a 1970, quando ainda na caserna da tropa na Trafaria iniciou esta vertente de artesão. Hoje, reformado há oito anos, continua a dedicar o seu tempo livre, aumentando o já grande espólio. Uma das obras mais impressionantes é a réplica do barco Rabelo, onde o pormenor dos barris não foi deixado ao acaso, aliás esta foi a sua última obra, mais de 22 mil fósforos foram gastos.A sua casa é um verdadeiro museu, pequena para albergar tais réplicas. Os fracos recursos e a pouca visibilidade não permitiu ao Sr. Horácio mostrar ao mundo a sua obra, merecedora de ser contemplada, esperamos que alguém dê uma oportunidade ao Sr. Horácio, ele merece pelo carinho e dedicação que tem ao fazer cada peça, cada pormenor dos seus barcos.